Voltando à normalidade anormal

Benigno Rocha

(Mar/2012) — Tudo passou, as festas de final de ano, as festas religiosas do período, as férias, o carnaval. Voltamos à realidade da vida normal, mas normalidade não encontramos, haja vista às barbaridades que constatamos através da mídia. Jornais, rádios, televisão, internet, revistas, blogs. O mundo ruma para o caos. Países decadentes abalam situação financeira mundial. O Brasil tem uma dívida interna de trilhões que, em média, endivida cada brasileiro, até os que estão por nascer, com mais de um milhão de reais. Isto é normal? Claro que não. Aqueles que construíram um Brasil sem os recursos da tecnologia padecem, hoje, com a falta de amparo na Saúde, principalmente, na Segurança e na Educação. A pública precária e a particular é cara. Bem estar, lazer, para quem? Isto é privilégio daqueles que, investidos em altas funções ignoram, o povo que os sustenta. Povo é sinônimo do que? Isto nuca mudou desde as priscas eras.
No momento tudo é confuso. As autoridades tragadas pela tecnologia transferem para os técnicos incipientes as suas responsabilidades, comprometendo o resultado. Só a assinatura criptografada não basta. O excesso de burocracia, decorrência da falta de confiabilidade naqueles que atuam nos mais diversos escaninhos da sociedade brasileira, é um entrave muito bem aproveitado por aqueles sem interesse de resolver seja o que for, a não ser o seu próprio. Um tema para a OAB do Brasil,sei lá! Talvez! A segurança pública funcionando deficitariamente. O Judiciário emperrado enfrentando sérios problemas, etc., etc., etc.

O futuro próximo
"Ambos estarão presentes nos tetos, no subsolo, nas paredes, nos aparelhos e acessórios", esta é uma afirmação referente à evolução dos computadores e da internet, nos próximos 30 anos, proferida pelo Físico-teórico e Professor da Universidade de New York, Michio Kaku. O palestrante afirmou que estes recursos da informática serão disponibilizados com é, hoje, a eletricidade. As autoridade que se conectem ou se antenem ou serão tragadas pela evolução tecnológica e, com certeza "as vacas vão para o brejo" ou "terão que comer na mão" dos seus subalternos. Quem viver verá! Em certa época, na vida ativa, fiz este alerta, nos idos da segunda metade dos anos oitenta. Portanto, seja o que Deus quiser!

Aguardando o gelo se romper…

Maria da Graça Marçal
mgmarcal1@hotmail.com

Acho que esse lidar com a ansiedade tem muito haver com nosso berço.

Claro que não recordo de nada, mas vejo através dos novos bebês que esses esperneiam se não lhes dão de mamar, choram se não os pegamos no colo, porque esse é o seu modelo de querer imediatista.

E assim as gerações seguem recebendo essa mensagem de que aquilo que queremos hoje, precisa ser para hoje!

Com o tempo essa concepção se encarna como normas de conduta e vamos adquirindo hábitos a jato, visando satisfazer desejos que, sem entrar no mérito, se lançam ao vento de nossas vaidades discutíveis.

A esse comportamento dá-se um nome muito comum: ansiedade.

Não faz parte dos humanos, num modo geral, aguardar... esperar...

Se o semáforo está no amarelo já achamos que é verde.
Atropelamos, dia a dia, a coerência, o bom senso não percebendo que assim agindo nos afastamos daquelas pessoas e propósitos que há muito descobriram que apressar o passo não é sinônimo de qualidade nas conquistas.

Acredito que não temos culpa absoluta desse destempero emocional. Nossos pais tem uma boa parcela de participação nessa maneira de formar indivíduos afoitos. Não se deram ou dão conta de que é preciso deixar a geleira se dissipar aos poucos para visualizarmos os brotos das flores, e não essas prontas para morrerem ali adiante.

Não os condeno, obviamente, porque são atos de amor!
Apenas descobri com minha vivência ou maturidade que esse caminho de soluções prementes incorre em tropeços difíceis de resgatar o equilíbrio na vida em sociedade.

Seria prudente que aguardássemos o gelo se romper para encontrar as flores da primavera ...

Seria... seria, mas, na maioria das vezes, apenas, seria!



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